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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Designers tchecos criam bicicleta voadora


Fim do dia nas vias das grandes cidades é quase sinônimo de congestionamento. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chega a constatar mais de 130 km de carros parados. Mas, antes de ficar aborrecido com a lembrança dessa possibilidade, imagine que você possa fugir do trânsito com uma bicicleta voadora.

Cena de filme de ficção? Nem tanto. Designers tchecos criaram a Flying Bike, uma bicicleta que, além de ser usada de modo tradicional, pode alçar pequenos voos e com isso ajudar na ultrapassagem dos carros.

A ideia audaciosa dos criadores nasceu da vontade de transformar sonhos em realidade. O projeto, ainda conceitual, combina itens da imaginação infantil com acessórios inusitados, mas sem perder as características de uma bicicleta comum.

Além das duas rodas, o veículo tem quatro hélices -frontal, traseira e nas laterais-, que proporcionam voos de forma coordenada. Com bastante eficiência, a bike chega a ficar no ar de cinco a dez minutos.

Flying Bike

 Projeto da Flying Bike prevê uma bicicleta que, além do básico, alça pequenos voos com o bjetivo de fugir dos congestionamentos.

Como nem tudo em fase de criação é perfeito, o incômodo fica por conta da largura do modelo, que é maior do que os modelos iniciais do projeto.

Para que o ciclista volte de forma equilibrada ao chão, os designers instalaram duas forquilhas com amortecedores na parte dianteira e traseira. Mas ainda pesquisam como diminuir o peso da bicicleta enquanto estiver no ar.

Basta agora o projeto deixar de ser conceito e chegar às lojas para o uso da bicicleta se tornar ainda mais sustentável

Ciclistas entregam manifesto em apoio ao programa Pedala PE


Na manhã desta quarta-feira (22), representantes de diversos grupos ciclísticos da Região Metropolitana do Recife (RMR) entregam ao governador Eduardo Campos um manifesto de apoio ao Programa de Incentivo ao Uso da Bicicleta como meio de transporte – Pedala PE.

O encontro acontece às 11h30, no Centro de Convenções, em Olinda, sede provisória do Governo de Pernambuco. O documento que será entregue ao governador pernambucano já conta com mais de 220 assinaturas e teve a adesão de todos os 32 grupos que atuam na RMR.

Lançado recentemente pelo Governo do Estado, através da Secretaria das Cidades, o Programa Pedala PE é uma das frentes do Programa Estadual de Mobilidade que. O objetivo é promover, além do incentivo ao uso da bicicleta, uma série de outras medidas para garantir o convívio pacífico entre ônibus, carro, metrô e bicicleta, além da segurança dos ciclistas.

sábado, 11 de agosto de 2012

Porte de arma funcional para agentes de trânsito


Segurança Pública autoriza porte de arma para agentes de trânsito em serviço

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que inclui os agentes de trânsito entre as categorias profissionais que podem portar arma de fogo em serviço. O texto foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Francisco Araújo (PSD-RR), ao Projeto de Lei 3624/08, do ex-deputado Tadeu Filippelli.

O projeto, que tramita de forma conclusiva e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, permite o porte de arma para “funcionários integrantes dos quadros de pessoal de fiscalização dos departamentos de trânsito” (Detrans). O substitutivo de Araújo utiliza o conceito de agentes de órgãos de trânsito e explicita que a permissão atinge os profissionais que atuam nas três esferas de governo (municipal, estadual e federal), desde que seja de interesse do respetivo ente federativo.

“Essa disposição está em harmonia com o respeito à autonomia do ente federado, um dos elementos essenciais do princípio federativo, e permite que a decisão sobre a concessão de porte de arma para agentes de trânsito possa ser feita à luz de condições específicas, próprias de cada ente federado”, disse Francisco Araújo.

Formação - A permissão também fica condicionada à formação do profissional em estabelecimentos de ensino de atividade policial, à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas condições estabelecidas em regulamento, observada a supervisão do Ministério da Justiça.

O relator afirmou também que a discussão sobre porte de arma costuma gerar confrontos emocionais, mas que seu parecer é técnico. “Os pontos principais para a análise da proposição devem ser a defesa da vida e da integridade física de agentes públicos, expostos a situações de risco no exercício de sua atividade profissional”, disse.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03), que autoriza o porte de arma para diversas categorias, entre elas: policiais (federais, civis, rodoviários, ferroviários, militares, bombeiros militares), integrantes das Forças Armadas, guardas municipais, guardas prisionais, auditores da Receita Federal e auditores fiscais do Trabalho.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FISCALIZAÇÃO: SÓ EM FEVEREIRO DE 2013.


RESOLUÇÃO Nº 410, DE 2 DE AGOSTO DE 2012
 
Regulamenta os cursos especializados obrigatórios destinados a profissionais em transporte de passageiros (mototaxista) e em entrega de mercadorias (motofretista) que exerçam atividades remuneradas na condução de motocicletas e motonetas.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando da competência que lhe confere o artigo 12, inciso I e artigo 141, da Lei n. 9.503, de 23 de Setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, conforme o Decreto n. 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito e
 
Considerando o inciso III do artigo 2º da Lei nº 12.009, de 29 de julho de 2009;
 
Considerando a importância de garantir aos motociclistas profissionais a aquisição de conhecimentos, a padronização de ações e, consequentemente, atitudes de segurança no trânsito,

RESOLVE:
 
Art. 1º Instituir curso especializado obrigatório destinado a profissionais em transporte de passageiro (mototaxista) e em entrega de mercadorias (motofretista), que exerçam atividades remuneradas na condução de motocicletas e motonetas.
 
Parágrafo único. O curso de que trata o caput deste Artigo será válido em todo o
território nacional.
 
Art. 2º O curso, na forma desta Resolução, será ministrado pelo órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal ou por órgãos, entidades e instituições por ele autorizados.

Art. 3º A grade curricular e as disposições gerais do curso especializado a que se
refere esta Resolução constam do Anexo I.
 
Art. 4º Ficam reconhecidos os cursos específicos, destinados a motofretistas e a mototaxistas, que tenham sido ministrados por órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, por entidades por eles credenciadas e pelas instituições vinculadas ao Sistema S, concluídos até a data de entrada em vigor desta Resolução, respeitando-se a periodicidade para o curso de atualização previsto no seu Anexo II.

Art. 5º Ficam convalidados os cursos especializados realizados durante a
vigência da Resolução CONTRAN nº 350/2010.
 
Art. 6º Os cursos previstos nesta Resolução serão exigidos, para fins de fiscalização, a partir de 02 de Fevereiro de 2013.

Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se a
Resolução CONTRAN nº 350/2010.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Contran adia obrigatoriedade de curso de motoboys


Segundo o órgão federal, o início da fiscalização deve começar em seis meses

Tatiana Santiago
Motoqueiros paralisam pista da Marginal do Rio Pinheiros: protesto (Reprodução de vídeo)

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu adiar em seis meses o início da fiscalização do curso obrigatório para o transporte de mercadorias dos motofretistas em todo o país. A decisão ocorreu na noite desta quinta-feira depois de uma reunião com representantes do órgão. A informação será publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

Com as alterações, o órgão responsável pela fiscalização deverá realizar a inspeção apenas para orientar os motoristas sobre a importância do cumprimento da Lei 12.619/2012, que rege a profissão, especialmente quanto à proibição de condução por mais de quatro horas ininterruptas.

A fiscalização, que seria iniciada no próximo sábado pela Polícia Militar, poderia apreender o veículo e aplicar multa ao motoboy que não tivesse o curso. A decisão gerou protestos de motoboys em São Paulo, que chegaram a bloquear totalmente um dos sentidos da Avenida Paulista e, parcialmente, da Marginal Pinheiros na tarde desta quinta-feira – provocando congestionamentos quilométricos.

Agora, os cursos poderão ser promovidos também pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e por entidades de ensino, desde que comprovada a capacidade técnica necessária. A nova resolução do Contran também prevê que os cursos poderão ser ministrados à distância.

No estado de São Paulo, apenas 23 unidades do Sest/Senat podiam ministrar os cursos. Na capital paulista, onde existem 200.000 motoboys, só 2.000 conseguiam fazer o curso por mês. Segundo o presidente do Sindicato dos motoboys de SP ( Sindmoto), Gilberto Almeida dos Santos, apesar de a lei ter sido criada há dois anos, o curso é oferecido somente há seis meses, por isso não houve tempo hábil para a formação dos profissionais.

Protesto - Na tarde desta quinta-feira, cerca de 150 motociclistas fecharam a pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, na altura da ponte Eusébio Matoso, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manifestação começou por volta das 17h15 e gerou 7,4 quilômetros de lentidão no local, desde a Rodovia Castelo Branco até a ponte Eusébio Matoso. No mesmo horário, a capital paulista tinha 91 quilômetros de trânsito. O protesto terminou às 19h30.

domingo, 22 de julho de 2012

“Operação Replay”




O Governo do Estado, por meio da Corregedoria do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) e com o apoio do Policiamento do Detran e 11ª DD e Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a “Operação Replay”, que desarticulou uma quadrilha especializada em fabricação e adulteração de reboques automotivos. Para a Legislação de Trânsito, tais reboques são considerados veículos e, por isso, fábricas, oficinas e similares devem funcionar dentro das regras administrativas e legais.

Foram presos o proprietário da fábrica e um despachante. O Corregedor do Detran-PB, Wallber Virgolino, não descarta a participação de funcionários do próprio Departamento e, por isso, as investigações continuam. As inquirições começaram há duas semanas e já foram apreendidos sete reboques, no total. Um era do Estado do Rio Grande do Norte e o restante sem alguma outra identificação, como marcação de chassi, placas de reboques, documentos, eixos, etc. Na semana anterior, já haviam sido apreendidos outros dois reboques que se encontram na 11ª DD.

“Participavam também do esquema uma suposta empresa do Estado do Pernambuco, que fornecia as notas fiscais para legalizar a fraude. Os envolvidos serão autuados e indiciados nos crimes de falsificação de documento, receptação, fabricação e adulteração de veículo e sonegação fiscal”, afirmou o corregedor Wallber Virgolino.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cinquentinhas: muita conversa e pouca ação por parte do governo de Pernambuco



Publicado em 03/07/2012, Às 15:29

O poder público quase sempre se confia que a população (e a imprensa) têm memória curta. O que não deixa de ser verdade. Mas às vezes não é bem assim. A postura do governo do Estado, por meio do Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto, de anunciar que irá apertar o cerco aos motoristas das motos de 50 cilindradas, as famosas cinquentinhas, tem um ar de déjà vu. Mais uma vez, o governo promete, promete e não cumpre. Em outubro de 2011, nesse mesmo blog, um post também feito com o comitê anunciava a mesma medida, que não foi colocada em prática. Agora, a promessa volta a ser feita sem que nada tenha mudado. Apesar de ser coordenado pelo empenhado, competente e sempre acessível médico João Veiga,  o comitê tem sua força, mas não consegue o fundamental: operacionalizar a fiscalização contras as 50 cc. A impressão que se tem é de que, de fato preocupado com a matança das motos e a disseminação das cinquentinhas (especialmente entre adolescentes e nas periferias), João Veiga quer intensificar e endurecer a fiscalização contra o veículo, mas o Estado não lhe dar fôlego para tanto.

O que mudou, segundo matéria publicada no Jornal do Commercio desta terça-feira (3/7) é que, agora, quando for apreendida, a cinquentinha será levada de qualquer forma para o depósito do Detran e, para liberá-la, o proprietário terá que pagar pelo guincho e, ao menos, uma diária pelo estacionamento forçado, o que daria R$ 70. Isso já era previsto, mas havia a possibilidade de outra pessoa habilitada e de capacete ser indicada pelo motorista flagrado para liberar a cinquentinha. Agora parece que o condutor não terá mais essa chance. O problema, entretanto, continua sendo o mesmo: apreender as 50 ccs. Dirigir sem capacete ou sem habilitação são infrações gravíssimas previstas desde 1998, quando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) entrou em vigor.  Qualquer agente de trânsito sabe disso. 

Portanto, o Estado nunca agiu porque não quis. Os órgãos de trânsito têm as mais variadas desculpas para não fiscalizar. Na verdade, se escondem atrás de uma decisão judicial que determinava que as 50 cc tinham que ser emplacadas e fiscalizadas pelo município, o que nunca aconteceu, até porque há um entendimento de que o emplacamento de veículos é obrigação do órgão estadual, no caso o Detran. 

Em outubro, o próprio João Veiga afirmou que, independentemente da ação, o governador Eduardo Campos havia determinado pessoalmente que as cinquentinhas conduzidas por motoristas sem capacete e CNH fossem apreendidas. Não importava se os condutores seriam multados e apreendidos 30, 40 ou mil vezes. Elas iriam para o depósito do Detran e os donos teriam que se habilitar para conseguir retirá-las. Na verdade, o que falta é vontade política. Só ela dá coragem ao poder público para fazer o certo.